Durante anos, o escritório foi «o lugar onde se trabalha». Hoje, com o modelo híbrido já instalado em muitas organizações, a pergunta é outra: para que serve realmente o escritório? Se a resposta se limitar a «vir sentar-se em frente a um portátil», é normal que muitas pessoas prefiram fazê-lo a partir de casa.

O estudo Evolving Workplaces da ISS (a empresa líder mundial em gestão do local de trabalho / workplace e facility management) foca precisamente esta mudança de paradigma: o escritório continua a ser relevante, mas o seu valor deslocou-se. Já não concorre para ser o único espaço possível para trabalhar; concorre para ser o espaço que torna possível o que custa mais em regime remoto: colaboração real, cultura, pertença, criatividade… e também concentração quando está bem concebido.

Na Megablok, como fabricantes líderes de mobiliário para escritórios, vemos este momento como uma oportunidade clara para as empresas: modernizar o espaço de trabalho não é estética, é estratégia. É, além disso, uma das alavancas mais tangíveis para melhorar a produtividade, o bem-estar e a coesão.

Dados principais do estudo Evolving Workplaces da ISS

O estudo recolhe a visão de quase 11 000 profissionais, de 12 setores e 15 países (incluindo Espanha), para compreender como mudam as expectativas e a utilização do espaço de trabalho. Entre os seus pontos principais destacam-se:

  • O escritório ganha peso pelo que possibilita: coesão, colaboração, criatividade, inovação e sentido de pertença. Em Espanha, 48% apontam a interação social como o principal benefício de ir para o local de trabalho.
  • O valor já não está nos «metros quadrados», mas sim na qualidade das interações que o espaço facilita.
  • Em Espanha, 71% alertam para riscos a longo prazo associados ao teletrabalho, mencionando impactos nas relações profissionais e no desenvolvimento: quatro em cada dez pessoas indicam que a falta de presença prejudica as relações entre colegas e pode retardar o progresso.
  • Surge também a vertente da saúde: 24% alertam para um possível impacto negativo na saúde física ou mental (sedentarismo, isolamento, dificuldade em desligar).
  • Sublinha-se que o equilíbrio entre a presencialidade e o teletrabalho é o mais satisfatório; concretamente, quem teletrabalha 1 a 2 dias por semana demonstra maior satisfação do que quem teletrabalha 5 dias por semana ou do que quem o faz totalmente em regime presencial.
  • Em Espanha, 60% afirmam que melhores instalações e experiências os encorajariam a comparecer com mais frequência.
  • A nível global, 64% afirmam que algum fator relacionado com as instalações/experiência do colaborador aumentaria a sua assiduidade.

5 ações que derivam do estudo da ISS

  1. Planear o modelo híbrido a longo prazo (flexibilidade, ocupação variável, espaços adaptáveis).
  2. Repensar o escritório como local de encontro (colaboração, socialização, pertença; menos posto fixo, mais espaços comuns).
  3. Priorizar a experiência com instalações e tecnologia de qualidade (ergonomia, concentração, serviços de bem-estar e tecnologia «frictionless» / sem atritos, incluindo IA).
  4. Impulsionar a sustentabilidade e comunicar os avanços (medidas + transparência para reforçar o vínculo).
  5. Ouvir e decidir com base em dados (inquéritos, satisfação, analítica de utilização do espaço para iterar o design e os serviços)

Conclusões do estudo da ISS sobre o local de trabalho

O estudo sugere que os modelos híbridos «equilibrados» geram maior satisfação do que o regime remoto total ou a presencialidade a 100%. Porquê? Porque permitem combinar a flexibilidade individual com os benefícios da interação presencial.

Mas o modelo híbrido tem uma armadilha: se o escritório for uma cópia do trabalho em casa (postos em fila, salas saturadas, ruído, poucas zonas de concentração), a experiência degrada-se. A consequência é previsível: a assiduidade desce, as políticas internas tornam-se tensas e o debate transforma-se em «presencial vs. remoto», quando o verdadeiro debate é «escritório com valor vs. escritório sem valor».

A solução não é obrigar. A solução é conceber o escritório para que as pessoas pensem:

«Aqui colaboro melhor»

«Aqui faço avançar projetos mais depressa»

«Aqui ligo-me à minha equipa»

«Aqui concentro-me quando preciso»

«Aqui sinto-me mais confortável e cuido melhor da minha saúde»

Isto não se consegue com um slogan. Consegue-se com um local de trabalho adaptado às necessidades reais.

O papel da Megablok: o mobiliário como infraestrutura de produtividade

Modernizar um escritório não se resume apenas a «decorar». Trata-se de disponibilizar espaços para colaborar, concentrar-se, aprender, pertencer e conseguir conciliar. E, nesse aspeto, o mobiliário atua como uma infraestrutura 360º.

Na Megablok ajudamos as empresas a transformar os seus escritórios com soluções de mobiliário orientadas para a atividade, modularidade, ergonomia e qualidade: espaços que apetece utilizar porque funcionam.

Se o seu escritório não está a ajudar a sua equipa a colaborar melhor do que em regime remoto, a concentrar-se sem atritos e a sentir pertença, não é um problema de «atitude». É um problema de design.

A boa notícia: pode resolver-se com decisões concretas, começando pelo espaço e pela forma como o equipamos.

As soluções para escritórios da Megablok vão desde o mobiliário tradicional adequado para espaços abertos (open spaces) até soluções inteligentes, como os cacifos inteligentes (smart lockers). Estará a sua empresa disposta a dar o passo e a investir no crescimento?